Resumo
Para precificar um serviço de salão, some o custo do material ao custo do tempo da cadeira (os custos fixos do mês divididos pelas horas atendidas) e depois reserve a parte da comissão, da taxa do cartão, dos impostos e do lucro. O preço que sai dessa conta é o mínimo que paga o serviço; a partir dele, você compara com a sua região e com o valor que entrega.
1. Some os custos fixos do mês
São as contas que chegam todo mês, atenda ou não: aluguel, condomínio, luz, água, internet, telefone, sistema, contador, impostos fixos (como o DAS do MEI), limpeza e manutenção. Inclua também o pró-labore, o valor que a dona precisa tirar para viver. Exemplo: R$ 4.000 por mês.
2. Descubra as horas que você atende
Conte as horas de atendimento de verdade, não as horas em que o salão fica aberto. Se são duas cadeiras, 8 horas por dia, 22 dias no mês, com 70% da agenda ocupada, dá cerca de 246 horas atendidas. Esse número muda muito de salão para salão, e é ele que mais pesa na conta.
3. Calcule o custo da hora
Divida os custos fixos pelas horas atendidas. No exemplo, R$ 4.000 divididos por 246 horas dão cerca de R$ 16,30 por hora. Cada serviço carrega o custo da hora proporcional ao tempo que ocupa a cadeira.
4. Some o material de cada serviço
Calcule quanto de produto cada serviço gasta: tinta, oxidante, esmalte, gel, lixa, descartáveis, cola, toalha. Um jeito prático é dividir o preço da embalagem pelo número de aplicações que ela rende.
5. Reserve comissão, taxas, impostos e lucro
Esses valores são uma porcentagem do preço: a comissão ou cota-parte da profissional, a taxa da maquininha, os impostos sobre o faturamento (quando houver) e a margem de lucro que você quer. Some as porcentagens. Exemplo: comissão 40%, cartão 3%, impostos 6% e lucro 15% dão 64%.
6. A conta do preço
Preço = (material + custo da hora × tempo do serviço) ÷ (1 − soma das porcentagens).
Exemplo de escova de 1 hora com R$ 6 de material: R$ 6 mais R$ 16,30 dá R$ 22,30. Como as porcentagens somam 64%, sobra 36% do preço para cobrir esses custos: R$ 22,30 ÷ 0,36 = cerca de R$ 62. Abaixo disso, a escova não se paga com essas regras.
7. Compare com o mercado, sem copiar
Olhe os preços da sua região, mas use a sua conta como piso. Copiar o preço do salão vizinho, que tem outro aluguel, outra comissão e outra agenda, é o caminho mais rápido para trabalhar muito e sobrar pouco. Se o preço que a conta pede está acima do mercado, as saídas são aumentar a ocupação, reduzir custo, rever comissão ou mostrar melhor o valor do serviço.
8. Revise de tempos em tempos
Aluguel sobe, produto sobe, a agenda enche ou esvazia. Refaça a conta pelo menos uma vez por ano e sempre que um custo grande mudar. Reajuste pequeno e frequente assusta menos do que um aumento grande de uma vez.
Erros comuns
- Esquecer o próprio salário da dona na conta
- Calcular sobre as horas abertas, e não sobre as atendidas
- Ignorar a taxa do cartão e o fiado
- Dar desconto sem saber quanto o serviço deixa
- Cobrar o mesmo para cabelo curto e longo quando o tempo e o material são diferentes
Como o Salão Up ajuda
No Salão Up cada serviço tem preço, duração e comissão próprios, e o caixa do dia mostra quanto entrou por forma de pagamento, com produtos e fiado. Os relatórios mostram faturamento, serviços mais feitos e quanto cada profissional tem a receber, que são os números que alimentam a conta do preço.